Sábado, 27 de Junho de 2020 11:24

Pinguins aportam em quantidade na região

Eles migram da Patagônia em busca de comida e, segundo o Instituto Argonauta, o número de animais recolhidos já supera o total de toda a temporada do ano passado.

Instituto Argonauta

A quantidade de pinguins que já apareceram este ano no Litoral Norte supera o número de ocorrências verificado em toda a temporada do ano passado.

O cálculo é do Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha, através da sua equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, que começou há 15 dias a identificar a chegada de grande número de juvenis dos Pinguins-de-Magalhães.

A espécie é encontrada na Patagônia Argentina e Chilena e nas Ilhas Malvinas. O s animais permanecem na água durante a época não reprodutiva, entre os meses de abril e setembro, período em que saem em busca de alimento, percorrendo longas distâncias. Mas parte deles acaba se perdendo do grupo e são encontrados em nossas praias, muitos dos quais famintos, desidratados e extenuados. 

Na atual temporada, segundo o instituto, o primeiro pinguim registrado foi encontrado no dia 9 de junho na praia do Itaguaçu, em Ilhabela. Do dia 9 até a última terça-feira, dia 23 de junho, já foram contabilizadas pela instituição 77 ocorrências. Deste total, são 38 animais vivos que passam por reabilitação na Unidade de Estabilização de São Sebastião e no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba. Outros 39 pinguins já chegaram mortos. 

Há quatro anos, o Instituto Argonauta havia contabilizado em seu banco de dados oito Pinguins-de-Magalhães e nenhum deles sobreviveu. Já em 2017, foi um total de seis espécimes, sendo dois vivos e quatro mortos. No ano de 2018, a instituição registrou um total de 245 animais: 14 vivos e 231 mortos. Já no ano passado foram 25 ocorrências, envolvendo 9 pinguins vivos e 16 mortos. 

 O oceanógrafo Hugo Gallo, do Instituto Argonauta, alerta que quem encontrar um pinguim vivo ou morto nas praias do Litoral Norte, pode ligar no 0800 642 3341 e, caso o animal permita (tomando cuidado para não ser bicado nos olhos), colocá-lo em uma caixa de papelão com jornal e manter em local seguro de outros animais como cachorros, gatos e urubus até a chegada da equipe.

 

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